Ao longo de mais de vinte anos de
correção de redações, tenho me deparado com palavrinhas ou expressões campeãs
de erros de emprego errôneo nas frases. O “mas” é uma delas, frequentemente
confundida com o “mais”.
O “mas” é uma conjunção
coordenada adversativa. O que significa isso? Bem, é uma conjunção porque ela
junta, une duas palavras ou orações; é coordenada porque arranja, põe em ordem
um conjunto de palavras e, por fim, é adversativa porque expressa a ideia de
oposição. Ufa!! Quanta coisa para uma palavrinha tão pequena!! Enfim,
simplificando tudo isso, vamos dizer que o “mas” traz uma ideia contrária ao
que foi dito num termo anterior da frase. Por exemplo: Pensei em fazer uma
visita a ela hoje, mas resolvi
deixar para outro dia. Como você pôde perceber, a visita era algo planejado,
mas por uma resolução minha, foi adiada para outro dia.
E o “mais”, onde entre nessa história? O
“mais” tem um sentido totalmente diferente do “mas”. “Mais” é uma palavra invariável que expressa uma
circunstância de um verbo ou a intensidade da qualidade dos adjetivos. Classifica-se
entre os advérbios como de intensidade. Entendemos, então, que o “mais” indica
o quanto alguma coisa significa, ou seja, com qual intensidade. Por exemplo:
Não vou mais incomodá-lo com minhas
reclamações.
O “mais” também
está presente na flexão do advérbio. Por exemplo: Fulano é mais falante que seu irmão. Nesse caso, eu estou comparando duas
pessoas, dentre as quais uma possui algo, um atributo, uma qualidade em superioridade,
ou seja, o ato de falar.
Diante de tudo o
que falei aqui, espero que nunca mais você confunda o uso do mas. Era o meu
recado.
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