sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Mas" ou "mais"?


Ao longo de mais de vinte anos de correção de redações, tenho me deparado com palavrinhas ou expressões campeãs de erros de emprego errôneo nas frases. O “mas” é uma delas, frequentemente confundida com o “mais”.
O “mas” é uma conjunção coordenada adversativa. O que significa isso? Bem, é uma conjunção porque ela junta, une duas palavras ou orações; é coordenada porque arranja, põe em ordem um conjunto de palavras e, por fim, é adversativa porque expressa a ideia de oposição. Ufa!! Quanta coisa para uma palavrinha tão pequena!! Enfim, simplificando tudo isso, vamos dizer que o “mas” traz uma ideia contrária ao que foi dito num termo anterior da frase. Por exemplo: Pensei em fazer uma visita a ela hoje, mas resolvi deixar para outro dia. Como você pôde perceber, a visita era algo planejado, mas por uma resolução minha, foi adiada para outro dia.
E o “mais”, onde entre nessa história? O “mais” tem um sentido totalmente diferente do “mas”. “Mais” é uma palavra invariável que expressa uma circunstância de um verbo ou a intensidade da qualidade dos adjetivos. Classifica-se entre os advérbios como de intensidade. Entendemos, então, que o “mais” indica o quanto alguma coisa significa, ou seja, com qual intensidade. Por exemplo: Não vou mais incomodá-lo com minhas reclamações.
O “mais” também está presente na flexão do advérbio. Por exemplo: Fulano é mais falante que seu irmão. Nesse caso, eu estou comparando duas pessoas, dentre as quais uma possui algo, um atributo, uma qualidade em superioridade, ou seja, o ato de falar.

Diante de tudo o que falei aqui, espero que nunca mais você confunda o uso do mas. Era o meu recado.

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