Primeiramente quero que você entenda que o nome do porquê é escrito dessa forma mesmo: junto e com o acento. É como se fosse seu nome de batismo, assim como o til, o cedilha, a vírgula etc. O porquê funciona como um substantivo e por essa razão, vem sempre precedido de um artigo ou um pronome. Então, quando me refiro ao porquê, devo escrevê-lo dessa forma.
Por que o porquê tem formas diferentes de escrita? A
resposta é: depende do contexto da frase. Escreve-se por que separadamente
quando se faz uma pergunta, de forma direta ou indireta. Nesse caso ele é um advérbio
interrogativo que significa o motivo, a razão ou a causa de algo. Veja
os exemplos: Por que você não veste este paletó, em vez daquele? Temos,
nesse caso, uma pergunta direta. Seria o mesmo que dizer: Qual o motivo (ou a
razão, ou a causa) de você vestir este paletó, em vez daquele? Agora veja a mesma pergunta feita de forma
indireta: Perguntei a ele por que não vestia aquele paletó em
vez do outro. Ou: Perguntei a ele o motivo (ou a razão, ou a causa) de ele vestir
aquele paletó, em vez do outro. Tudo bem até aqui?
Agora vejamos uma outra situação em que se escreve o porquê
separado e sem acento. É o caso do pronome relativo. Como o nome sugere, o
pronome refere-se a alguma coisa e pode ser substituído por pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas
quais. Por exemplo: A dificuldade por
que passamos foi grande. Seria o mesmo que dizer: A situação pela qual passamos foi grande.
Outro exemplo: Foram muitas as estradas por que viajamos. Ou: Foram muitas
as estradas pelas quais
viajamos.
Passemos agora às outras formas do porquê. Primeiramente
vamos falar da grafia junta e sem acento. Deve-se utilizar essa forma
unicamente quando quisermos unir duas orações. Nesse caso temos uma conjunção
subordinativa causal ou coordenativa explicativa. Vamos por
partes: é uma conjunção porque junta duas orações; é subordinativa porque
subordina uma oração à outra e é causal porque expressa uma causa. Ufa!! Vamos
ao exemplo: Não consegui chegar à escola no horário porque o trânsito estava
totalmente parado. Ou seja, a causa de eu não ter conseguido chegar à escola
foi o trânsito.
A segunda situação é a função de conjunção coordenativa
explicativa. Então é uma conjunção porque liga duas orações; é coordenativa
porque liga duas orações independentes e é explicativa porque explica algo.
Veja: Todos estavam animados, porque as férias estavam chegando.
Ou seja, a explicação para a animação de todos era a proximidade das férias.
Quero lembrá-los que já falei das conjunções na postagem “O emprego da vírgula”.
Vale a pena dar uma olhada.
Agora vamos tratar do porquê escrito separadamente e com
acento. Simplesmente eu o utilizo no final das frases interrogativas. Exemplos:
Você reclamou por quê? O evento foi interrompido por quê? Simples não é?
Finalmente, temos o porquê escrito junto e com o acento. Já
adiantei, no início deste texto que esse porquê tem o valor de um substantivo.
Substantivo é a palavra que dá nome aos seres, às coisas; ou seja, é o porquê
propriamente dito. É muito fácil identificar essa função, pois como eu já
disse, ele vem precedido de um artigo ou de um pronome. Exemplos: Gostaria de
saber o porquê da sua apatia.
Pense nesses porquês
das crianças curiosas.
Espero que você não erre mais! Deixe seu comentário se tiver
dúvidas. Terei prazer em respondê-lo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário