sábado, 30 de novembro de 2013

Dicas de redação: como redigir uma dissertação – parte 2


Olá pessoal,
Esclarecida a diferença entre tema e título da redação, hoje vamos entender o esquema básico de uma dissertação. Observe o quadro abaixo.





1º parágrafo


TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3
         


           
Introdução



2º parágrafo

Desenvolvimento do argumento 1



Desenvolvimento do argumento 2

             
Desenvolvimento

3º parágrafo


4º parágrafo

Desenvolvimento do argumento 3




5º parágrafo 


Expressão inicial + reafirmação do TEMA + observação final
         
           
 Conclusão


                                          Fonte: Granatic 2002. p.80

Você pode observar, pelo esquema, que a introdução é composta pelo tema mais os argumentos relacionados a ele. No nosso esquema existem três argumentos para o tema, mas poderia haver apenas dois ou mais de três. O importante é que você saiba que para cada argumento terá que desenvolver um parágrafo.
O último parágrafo deve ser conclusivo. Para isso, você deve retomar o tema e acrescentar suas observações finais que são as críticas e/ou soluções.
Na próxima postagem, vou explicar como levantar argumentos a partir do tema e também como construir a introdução. Até a etapa 3.



Fonte: GRANATIC, Branca. Técnicas Básicas de redação. São Paulo: Scipione, 2002.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

Dicas de redação: como redigir uma dissertação – parte 1




Hoje pretendo começar a explicar para você como redigir uma boa redação, mais especificamente uma dissertação. Escolhi o tipo dissertação porque, sem dúvida, é o que mais traz dificuldades, uma vez que envolve a capacidade de expor idéias e argumentar sobre elas.
Minha proposta é explicar, em etapas, cada uma das partes que compõem a dissertação. Outra proposta que estou trazendo é tornar esse blog mais interativo, ou seja, estou me dispondo a orientar e corrigir os textos das dez primeiras pessoas que se manifestarem interessadas em seguir os passos que serão apresentados aqui. Para participar, basta enviar seu texto para o e-mail marinesrevisa@gmail.com, especificando no título “texto para revisão”.
Iniciando nossas dicas, é preciso que você entenda e reconheça a diferença entre o título e o tema de uma redação. O tema nada mais é do que o assunto que será tratado na redação e sobre o qual você se posicionará. É uma oração com início, meio e fim. Lembrando que, por ser uma oração precisa ter, necessariamente, um verbo pelo menos. Exemplos:
Grandes regiões metropolitanas enfrentam graves problemas de trânsito.
Os problemas econômicos do Brasil têm a ver com os interesses meramente eleitorais dos governantes.
O título é uma expressão mais curta que o tema e faz uma menção breve ao assunto da redação. Pode conter ou não um verbo, mas é sempre mais curto que o tema.
Exemplos:
Os meandros da política.
O trânsito caótico das grandes regiões.
Espero que você tenha entendido. Até a próxima postagem.



Fonte: GRANATIC, Branca. Técnicas Básicas de redação. São Paulo: Scipione, 2002.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Colocação pronominal

Hoje quero falar sobre colocação pronominal. A ordem correta de colocação das palavras é importante para que haja clareza e harmonia da frase. A colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as lhe) é um dos aspectos que deve ser observado na elaboração da frase, para garantir a citada clareza.


Dependendo da posição do pronome junto ao verbo, a colocação recebe os nomes de próclise, mesóclise ou ênclise. A questão é quando colocar o pronome: antes, no meio ou depois do verbo. Na língua falada, normalmente não observamos as regras, mas elas existem e devem ser aplicadas quando a situação requer o uso na norma padrão da língua escrita. Vamos ver cada uma delas detalhadamente?

A próclise ocorre quando o pronome vem antes do verbo e só se aplica nos seguintes casos:
1- Com palavras negativas: não, nada, nunca, nem etc.
Exemplos:
Nunca se falou tanto em política como agora.
Tudo aqui é aproveitado, nada se perde.

2- Com advérbios: lá, sempre, talvez, hoje, rapidamente, muito etc.
Exemplos:
Talvez nos arrependêssemos mais tarde por tomarmos tal atitude.
Muito se discute, mas nada de concreto acontece.

3- Com pronomes relativos: onde, que, qual, quem etc.
Exemplos:
O e-mail que lhe enviei ontem voltou.
Quem se atreve a dizer tantas bobagens?

4-Com pronomes indefinidos: alguém, tudo, outros, muitos etc.
Exemplos:
Alguém me deixou recado na caixa postal.
Muitos se rebelaram diante daquela injustiça.

5- Com pronomes demonstrativos: esse, este, essa, esta, aquele, isso etc.
Exemplos:
Aqueles livros são dele, esses nos pertencem.
Isso se aplica a todos os alunos.

6- Com conjunções subordinativas: que, se, mas, embora, quando, como etc.
Exemplos:
Eram muito jovens quando se conheceram.
Escreviam com alguma dificuldade, embora se expressassem com clareza.

7- Em frases interrogativas e exclamativas.
Exemplos:
Quem lhe deu esse conselho absurdo?
Quanto tempo se desperdiça em filas nesse lugar!

8- Em frases com preposição + gerúndio.
Exemplos:
Em se tratando de novidade, esta loja é a melhor.
Nesta terra abençoada, em se plantando tudo brota.

A mesóclise ocorre quando o pronome vem intercalado ao verbo.
Exemplos:
O evento dar-se-á às mensalmente, aos sábados.
Encontrar-te-ei sempre que cruzar os corredores da escola.
Nos testes avaliar-se-ão os conhecimentos dos alunos em matemática.

A ênclise ocorre quando o verbo vem após o verbo e se aplica nos seguintes casos:

1- Quando o verbo inicia a oração.
Exemplos:
Falou-me sobre sua família com muita emoção.
Emprestei-lhe meus cadernos para que colocasse o conteúdo em dia.
Sentia-se à vontade para fazer qualquer objeção.

2- Com verbos no imperativo afirmativo.
Exemplos:
Por favor, diga-nos apenas a verdade dos fatos.
Sirva-nos a refeição o mais rápido que puder.

3- Depois de pausa na frase (representada pela vírgula ou pelo ponto-e-vírgula).
Exemplos:
Sempre que voltava do encontro, parecia-me descontente.
Ela parou, ajeitou os cabelos, mandou-me um beijo e continuou seu trajeto.

4- Com verbos no infinitivo impessoal:
Preciso contar-lhe toda a história para que você entenda.
Espero dedicar-me ao máximo neste trabalho.

Mesmo os escritores mais experientes podem ser traídos pelas regras de colocação pronominal. Fica a dica para você ter sempre à mão, quando for escrever, as regras que acabamos de ver. Até a próxima!












domingo, 13 de outubro de 2013

A princípio ou em princípio?

Hoje vamos falar sobre duas expressões que causam bastante confusão em razão da semelhança entre elas. Afinal a diferença está apenas nas preposições “a” e “em” que as precedem. Vamos entender?
A princípio significa "inicialmente", "no início".
Veja os exemplos:
Ouvi o discurso do político atentamente. A princípio convenci-me de que ele tinha razão ao defender aquela ideia; no entanto, ao refletir melhor, concluí que tudo não passava de falsas promessas.
Antes que você me diga qualquer coisa, a princípio quero que saiba que não tenho a intenção de contradizê-lo.
Está claro que nos dois casos o sentido do a princípio é "inicialmente", "no começo", não é? Agora vamos entender o sentido da expressão em princípio.
Em princípio significa pura e simplesmente "em tese", "na teoria", "teoricamente".
Exemplos:
Em princípio, tudo o que o político dizia era verdade.
Ele disse que, em princípio, seu trabalho estava perfeito. Restava apenas a aprovação da banca julgadora.
Sua proposta, em princípio, pareceu-me excelente. Resta saber se terá aplicabilidade na prática.
Como é possível perceber nos exemplos citados, a expressão em princípio pode ser substituída pela expressão “em tese” ou pela palavra “teoricamente”.
Espero que tenha contribuído com seu aprendizado mais uma vez. Até breve.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Esse ou este? Essa ou esta

Você já teve dúvida sobre quando usar um dos pronomes acima? Pois é, acho que muita gente já passou por isso. E agora? Seria isso ou isto? Vamos ver então?
O princípio do emprego desses pronomes é o da proximidade do falante ou do ouvinte. Essa proximidade pode ser geográfica, temporal ou mesmo linguística. Utiliza-se este, esta, isto, quando se quer referir a algo que está próximo ao falante. Usa-se esse, essa isso, para se referir a algo que está próximo ao ao ouvinte. Usa-se aquele, aquela, aquilo para referir-se a algo que está distante do falante e do ouvinte. Simples, não é?
Exemplos de proximidade geográfica:
Esta blusa que estou usando me custou os olhos da cara. (proximidade com o falante – 1ª pessoa do discurso).
Esse livro que você está lendo é da biblioteca? (proximidade com o ouvinte – 2ª pessoa do discurso).
Tenho aquele lápis desde o tempo do primário. (o lápis está distante da 1ª e da 2ª pessoa do discurso).
Exemplos de proximidade temporal:
Este dia parece interminável. (indica o dia de hoje).
Esse mês de agosto foi cheio de contratempos. (indica um passado recente em relação ao momento da fala).
Aquele ano foi marcado por coisas maravilhosas. (indica um passado em relação ao momento da fala).
Exemplos de proximidade linguística:
Este trabalho busca orientar os alunos nos estudos diários. (“este” está introduzindo algo novo, que não foi dito anteriormente).
Os jogos simbólicos auxiliam as crianças no seu desenvolvimento cognitivo. Esses jogos estimulam a criatividade das crianças.  (“esses” retoma o termo já mencionado anteriormente, ou seja, os jogos simbólicos).
Li muitos clássicos da literatura, entre Senhora e Vidas Secas. Este mostra a dura realidade da seca,  enquanto aquele retrata todo o romantismo de uma época. (“este” refere-se ao livro Vidas secas, pois está mais próximo e “aquele” refere-se ao livro Senhora, que foi mencionado em primeiro lugar).
Bibliografia: 

PASCHOALIN, Maria Aparecida; SPADOTO, Neusa Terezinha. Gramática: teoria e exercícios. Ed.renovada. São Paulo: FTD, 2008.
ROSSIGNOLI, Walter A. Português teoria e prática. Ed. Ática. São Paulo, 1992.

Até a próxima!

sábado, 21 de setembro de 2013

O emprego da crase

Casos em que a crase é obrigatória:
1- Antes de palavras femininas que admitem o artigo.
Exemplos:
Iremos à  praia com as crianças no próximo feriado. ( “a” preposição + “a” artigo)
Darei a orientação às alunas. (“a” preposição + “as” artigo)
Mas como saber se a palavra feminina admite ou não o artigo? É muito fácil. Quando se tratar de nomes de lugares, uma dica é utilizar o verbo voltar.
Exemplo:
Vou a Brasília. Volto de Brasília.
Vou a Roma. Volto de Roma.
Brasília e Roma são palavras femininas que não admitem o artigo. Se admitissem, nós teríamos a preposição da (de + a) ao empregarmos o verbo voltar. Vamos conferir?
Vou à Bahia. Volto da (de + a) Bahia.
Vou à Escócia. Volto da (de + a) Escócia.
E quando não se tratar de nomes de lugares? Aí então você tenta trocar a palavra por uma outra masculina equivalente.
Exemplos:
Gosto de visitar as praças da nossa cidade.
Gosto de visitar os parques da nossa cidade.
Refiro-me às amigas da minha filha.
Refiro-me aos amigos da minha filha. 

Como você pode perceber, no primeiro exemplo, não é possível substituir o as por aos. Isso significa que o verbo visitar não rege, não “pede” a preposição “a”. No segundo exemplo, no entanto, o verbo referir  rege a preposição “a”. Quem se refere, refere-se a algo ou a alguém. Resumindo, isso acontece com todos os verbos, ou seja, alguns precisam se uma preposição para complementá-lo; outros, não.


2- Nas locuções adverbiais femininas de tempo, lugar e modo. 
Para você entender melhor, advérbios são palavras que indicam circunstâncias em que ocorre a ação verbal. Exemplos: talvez, cedo, bastante, certamente, bem, mal, aqui, ali etc. Locução adverbial é o conjunto de duas ou mais palavras que tem o valor de um advérbio. Exemplos: por aqui, a sós, com certeza, de dentro, de manhã etc.
Apenas as locuções adverbiais femininas de tempo, de lugar e de modo recebem o sinal de crase.
Exemplos:
Vire à esquerda quando chegar na esquina. (locução adverbial de lugar)
Comeu o lanche às pressas, pois estava atrasado. (locução adverbial de modo)
Conversaremos à noite. (locução adverbial de tempo)
Às vezes é preciso agir com cautela. (locução adverbial de tempo)

3- Nas locuções prepositivas femininas.
Recordando o conceito, preposição é a palavra invariável que liga duas outras palavras ou dois termos, estabelecendo uma relação de sentido e de dependência. São elas: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem sob, sobre, trás. Locução prepositiva é o conjunto de duas ou mais palavras com o valor de uma preposição. Exemplos: a fim de, além de, atrás de, por causa de, a favor de etc. Apenas receberão o acento indicativo de crase as locuções prepositivas formadas por palavras femininas. Exemplos:
Conseguiu formar-se à custa de muito estudo.
Estava à beira de um colapso nervoso.
Naquele restaurante, prefiro a pizza à moda da casa.
Atenção:
Especificamente, a locução à moda de pode aparecer subentendida. Nesse caso usa-se o sinal de crase.
Aquela foi a melhor moqueca à baiana que já comi. (à moda baiana)

4- Nas locuções conjuntivas à medida que, à proporção que.
Locução conjuntiva é o conjunto de duas ou mais palavras com o valor de uma conjunção. 
Exemplos:
À medida que convivemos com as pessoas, vamos estreitando os laços de amizade.
O preço dos produtos aumenta à proporção que a inflação sobe.

5- Com os pronomes demonstrativos iniciados com a vogal a: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.
Exemplos: 
Sempre desejei ir àquele lugar mágico. (a + aquele)
Darei ajuda àquelas pessoas que mais necessitarem. (a + aquelas)
Você não entendeu. Não me referi àquilo que eles falaram. (a + aquilo)

6- Com os pronomes demonstrativos a, as (equivalendo a aquela, aquelas).
Exemplos:
Não existe uma orquídea igual à que vi no orquidário de minha tia. (a + a/aquela)
As cores da moda atual são muito parecidas às da década de 60. (a + as/aquelas)

7- Antes dos pronomes relativos a qual, as quais.
Pronome relativo, como o próprio nome sugere, substitui  um substantivo referido anteriormente a ele, dando início a uma nova oração.
Exemplos:
A casa à qual me dirigi tinha uma belíssima fachada.
Estas são as obra de arte  às quais me referia ontem. 

8- Na indicação das horas.
Exemplos:
Embarcaremos às dez horas.
Às vinte e duas horas vocês serão dispensados.

Casos em que a crase é proibida:
1- Antes de palavras masculinas.
Exemplos:
Sua diversão preferida era andar a cavalo.
Prefiro andar a pé.

2- Antes de verbos.
Exemplos: 
Começaram a cantar assim que receberam o sinal do maestro.
Estamos dispostos a colaborar com nossos amigos mais necessitados.

3- Antes de pronomes pessoais e pronomes de tratamento, exceto dona, senhora e senhorita.
Exemplos:
Dirigi-me a ela com muito respeito.
O vereador referiu-se a Sua Excelência, o presidente do Senado, com muita formalidade.

4- Antes de expressões com palavras repetidas.
Exemplos:
Estive frente a frente com o rapaz que me desafiou.
Ficamos cara a cara depois do meu pedido de desculpas.

5- Na expressão a distância, sem que haja um elemento modificador.
Exemplo:
A faculdade oferece a modalidade de ensino a distância.
O exemplo abaixo mostra a expressão a distância com um elemento modificador. Observe:
O acidente ocorreu à distância de uns duzentos metros do posto policial. (de uns duzentos metros é o elemento modificador).

6- Quando o artigo “a” vier antes de palavra no plural.
Exemplos:
Ela foi ensinada a nunca dirigir-se a pessoas estranhas.
Nós vamos a festas sempre que podemos.
Mas atenção! Se o artigo estiver no plural, o uso da crase é obrigatório. Veja os mesmos exemplos:
Ela foi ensinada a nunca dirigir-se às pessoas estranhas.
Nós vamos às festas sempre que podemos.

7- Antes das palavras terra e casa sem que haja um elemento modificador.
Exemplos:
João retornou a casa para arrumar as malas assim que soube do prêmio que ganhara.
Os astronautas retornaram a terra após o incidente na estação espacial.
Cuidado! Sempre que houver elementos que modifiquem essas palavras, você deverá usar a crase. Confira:
João retornou à casa dos pais para arrumar as malas assim que soube do prêmio que ganhara. (dos pais é o elemento modificador)
Os astronautas retornaram à terra de origem após o incidente na estação espacial. (de origem é o elemento modificador).

Casos em que a crase é facultativa:
1- Antes de nomes de mulheres
Exemplos: 
Dei meu novo endereço à Célia. 
Dei meu novo endereço a Célia.
Passei todas as informações à Marisa.
Passei todas as informações a Marisa.

2- Antes de pronomes possessivos femininos.
Exemplos:
Todas as atenções estavam voltadas à minha amiga.
Todas as atenções estavam voltadas a minha amiga.
Devo tudo isso à nossa velha amizade.
Devo tudo isso a nossa velha amizade.

3- Após a preposição até.
Exemplos:
Fui até à sala para verificar o que estava acontecendo.
Fui até a sala para verificar o que estava acontecendo.


QUADRO SÍNTESE - EMPREGO DA CRASE
CASOS EM QUE A CRASE É OBRIGATÓRIA
1- Antes de palavras femininas que admitem o artigo.
2- Nas locuções adverbiais femininas de tempo, lugar e modo. Exemplos: às
     vezes, à direita, às pressas etc.
3- Nas locuções prepositivas femininas. Exemplos: à custa de, à beira de, à
     moda de etc.
4- Nas locuções conjuntivas à medida que, à proporção que.
5- Com os pronomes demonstrativos iniciados com a vogal a: aquele, aquela,
     aqueles, aquelas, aquilo.
6- Com os pronomes demonstrativos a, as (equivalendo a aquela, aquelas).
7- Antes dos pronomes relativos a qual, as quais.
8- Na indicação das horas.

CASOS EM QUE A CRASE É PROIBIDA
1- Antes de palavras masculinas.
2- Antes de verbos.
3- Antes de pronomes pessoais e pronomes de tratamento, exceto dona, senhora e senhorita.
4- Antes de expressões com palavras repetidas.
5- Na expressão a distância, sem que haja um elemento modificador.
6- Quando o artigo “a” vier antes de palavra no plural.
7- Antes das palavras terra e casa sem que haja um elemento modificador.

CASOS EM QUE A CRASE É FACULTATIVA
1- Antes de nomes de mulheres.
2- Antes de pronomes possessivos femininos.
3- Após a preposição até.


Bibliografia:
AMARAL, Emília; ANTÔNIO, Severino; PATROCÍNIO, Mauro Ferreira do. Novo manual de redação. São Paulo: Nova Cultural, 1991.
FERREIRA, Mauro. Aprender e praticar gramática. São Paulo: FTD, 1992.

PASCHOALIN, Maria Aparecida; SPADOTO, Neusa Terezinha. Gramática: teoria e exercícios. Ed.renovada. São Paulo: FTD, 2008.

                          ATIVIDADES SOBRE O EMPREGO DA CRASE

                                                Nossas fotos (fragmento)

Fui _ abertura da última exposição do fotógrafo paulistano Bob Wolfenson. Está na Galeria Milan, no coração da Vila Madalena, na Rua Fradique Coutinho, quase esquina com _ Wizard. Deu para ir _pé de casa, apesar do frio, _noite. Bob é um dos grandes personagens da nossa cidade. Fotografa de tudo. Já publicou até na NATIONAL GEOGRAPHIC, [...]. Sua atuação profissional lhe vale _ admiração da população e uma certa inveja (branca) dos homens.

SHIRTS, Matthew. Nossas fotos.Veja São Paulo, São Paulo, 13/09/2013. Disponível em http://vejasp.abril.com.br/materia/nossas-fotos-cronica. Acesso em 19/09/2013.

1- Preencha os espaços com a, as, à ou às.
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2- Leia as frases abaixo:
a- O manifestante disse à polícia militar que tudo não passou de um grande engano.
b- Pedi à velha senhora que me desse o endereço do seu filho advogado.
c- Fiquei muito pouco à vontade dentro daquele ambiente austero.
d- As crianças daquele lugar vivem frente à frente com o perigo.
e- O atleta parou para descansar à sombra de uma árvore enorme.

I. Dentre as frases acima, qual a alternativa que exemplifica o uso da crase em caráter de exceção?
_____________________________________________________________________

II. Em uma das frases, a crase foi empregada de modo incorreto. Transcreva-a e justifique o erro.
_____________________________________________________________________

III. Justifique o emprego da crase na frases “a” e “c”.
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3- Escolha a alternativa que preenche corretamente os espaços.
A sessão de cinema terá início ____ dezoito horas.
Referiam-se _____ com a maior naturalidade.
Ela dizia que _____ era a oportunidade que faltava em sua vida.
Prefiro estudar _____ distância.
Minha irmã tem manias iguais _____ do seu irmão.

a- As, aquilo, aquela, à, as
b- Às, àquilo, àquela, à, às
c- As, aquilo, àquela, a, às
d- Às, àquilo, aquela, a, às
e- Às, aquilo, aquela, à, às







sábado, 14 de setembro de 2013

A fim de ou afim?



Houve uma época em que era muito comum as pessoas dizerem que fulano estava a fim de fulana, ou vice-versa. Ainda hoje, a expressão a fim de significa ter interesse por, ou ter o desejo de. Por exemplo: Estou a fim de trocar de carro. Na verdade, esses exemplos demonstram o uso informal da língua, bem diferente do emprego formal que veremos a seguir.
Incrível essa nossa língua! Um espaço apenas faz toda a diferença nos sentidos de afim e a fim. Vamos à explicação.
A fim de é uma locução prepositiva e indica uma finalidade. Tem o sentido de “com a intenção de”, “com o propósito de”,  ou simplesmente “para”. 

Exemplos:
Pesquisei em várias fontes bibliográficas, a fim de entender melhor o tema.
A fim de aquecer-se, vestiu o casaco mais pesado que encontrou.
Guardaram os objetos cortantes, a fim de evitar um acidente.
Observe que nos três exemplos acima, temos o sentido de finalidade, de intenção, de propósito; ou seja, de entender melhor, de aquecer e de evitar um acidente. Bem simples, não é?
A palavra afim, por sua vez, é um adjetivo e tem um sentido totalmente diferente de finalidade. Significa "algo semelhante", que tem "afinidade com alguma coisa", que é "idêntico" ou "igual".
Exemplos:
Não utilizem nesse trabalho facas, estiletes ou objetos afins.
Tínhamos sérias divergências de idéias, mas objetivos afins.
O tempero que a cozinheira usava era afim ao usado na região norte.
Note que, nos três casos acima, o sentido é o mesmo, ou seja, de algo semelhante, idêntico, igual, com afinidade. É mais comum encontrar a palavra escrita no plural.
Resumindo:
A fim de é uma locução prepositiva que significa com a intenção de, com o propósito de, para
Afim é um adjetivo e significa semelhante, idêntico, igual, que tem afinidade com.
Até breve.