sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Mau ou mal?




A melhor forma de aprender a diferença entre o mau e o mal é entender o sentido oposto.
É muito simples: mau é o oposto de bom  e  mal e o oposto bem.
Agora vou detalhar um pouco mais a classe gramatical a que cada um pertence.
Mau é um adjetivo, ou seja, é uma palavra que expressa uma a qualidade, uma característica, um estado.
Por exemplo: Tive um mau pressentimento ao passar por aquela rua.
Veja que eu estou qualificando o substantivo pressentimento. Do contrário, eu diria: Tive um bom pressentimento ao passar por aquela rua.
Mal pode ser um advérbio, um substantivo ou uma conjunção. Vamos entender cada uma dessas definições com exemplos.
1-     O vereador foi mal recebido pela comunidade daquele bairro. (advérbio)
Oposto: O vereador foi bem recebido pela comunidade daquele bairro.
Nesse exemplo, o mal significa a forma como o vereador foi recebido. Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido de outro advérbio, de um adjetivo ou de um substantivo.
2-     O mal que ele causou ao amigo é inquestionável. (substantivo)
Oposto: O bem que ele causou ao amigo é inquestionável.
Aqui o sentido da palavra mal é o nome propriamente dito daquilo que prejudica, que fere, que ofende, etc. Substantivo é a palavra que dá nome aos seres em geral.
3-     Mal você saiu, as crianças começaram a chegar. (conjunção adverbial temporal)
Equivale a: Assim que você saiu, as crianças começaram a chegar.
O sentido da palavra nesse exemplo é o mesmo que assim que. Conjunção é a palavra que tem como função unir duas orações.
Espero que você tenha entendido. Até a próxima!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A ou HÁ?



Hoje eu quero falar um pouco sobre o emprego do (do verbo haver) e do a (preposição).
É muito comum as pessoas usarem esses “as” de forma incorreta. A regra é muito simples: você somente poderá empregar o há, quando quiser indicar que alguma coisa já aconteceu,
ou seja, para indicar o tempo transcorrido. Nesse caso, o tem o mesmo sentido do verbo fazer, conjugado na terceira pessoa do singular, do presente do indicativo (faz). Observe:
Não vejo meus primos (faz) dois anos.
tempos (faz tempo) que não faço uma boa viagem.
Espero pela resposta da empresa (faz) quinze dias.
Mas cuidado! Caso você opte por usar o verbo fazer, com sentido de tempo transcorrido, jamais utilize no plural. É muito comum ouvir-se: fazem dois anos, fazem quinze dias, fazem semanas etc. Errado!
Outra coisa: Não utilize o advérbio “atrás” em frases como as acima citadas. Nunca use: Fiz aquela cirurgia três meses atrás. Isso porque o verbo haver já está dando o sentido de tempo decorrido e o atrás deixa a frase redundante. Afinal, se você já fez a cirurgia, só pode ter sido num tempo passado, não é mesmo?
Quanto ao emprego do a, a primeira dica que eu deixo é a de que é impossível substituir por faz. Outra dica é: se o que você pretende dizer tem o sentido do que vai acontecer, empregue o a. Veja:
Sairemos da faculdade daqui a pouco.
Estarei formada daqui a dois anos.
O atleta estava a um passo da vitória.
Moramos a poucos metros do nosso trabalho.
Faça o teste! Você verá que em nenhum desses exemplos é possível substituir o a por faz.
Resumindo:
Emprega-se o (verbo haver) quando equivale a faz (verbo fazer), indicando tempo transcorrido.
Emprega-se o a quando não for possível fazer a troca por faz. Nesse caso, temos uma preposição, ou seja, uma palavra que liga duas outras, estabelecendo uma relação de sentido e dependência entre elas.
Espero que eu tenha contribuído para sanar suas dúvidas. Até a próxima.



domingo, 4 de agosto de 2013

Senão ou se não ?

 




Você sabe a diferença entre a palavra senão e a expressão se não? Parece bobagem, mas o uso indevido delas pode significar um erro grotesco. Observe esses três exemplos : 
1-     Saia agasalhado senão passará frio.
2-     O encanador não fez outra coisa senão remendar os canos.
3-     Esperarei mais dez minutos; se não se manifestar, darei o caso por encerrado.

Por que você acha que no primeiro e no segundo exemplos eu utilizei senão e no terceiro se não? Embora pareça, não é tão complicado. Vai uma dica para ajudá-lo(a) a não confundir mais: sempre que o senão tiver o sentido de caso contrário ou de a não ser que, será escrito numa única palavra. Mas se o sentido for caso não, ou seja, indicar uma condição, você deverá escrever separadamente. Dessa forma, emprego o se não (separado) deverá ocorrer única e exclusivamente nos casos em que houver uma condição.  Ficou claro?
 Vamos conferir as mesmas orações acima, trocando o senão/se não?
1-     Saia agasalhado, caso contrário (senão) passará frio.
2-      O encanador não fez outra coisa a não ser (senão) remendar os canos.
3-     Esperarei mais dez minutos; caso não se manifeste (se não se manifestar), darei o caso por encerrado.
Resumindo, empregamos :
1-     Senão – quando equivale a caso contrário.
2-     Senão – quando equivale a a não ser.
3-     Se não – quando equivale a caso não, ou seja, a uma condição.

Espero que você tenha entendido! Até breve.