quarta-feira, 24 de julho de 2013

Algumas reflexões sobre a competência leitora



Um tema que considero muito importante e também preocupante, diz respeito à deficiência leitora dos alunos. Minha dissertação de mestrado teve como tema as políticas públicas voltadas para a formação do leitor. Este texto traz trechos do meu trabalho.O INAF– Indicador de Alfabetismo Funcional do Brasil, foi criado em 2001 para acompanhar a questão do analfabetismo funcional e tem aplicado anualmente testes de habilidades em pessoas de idade entre 15 e 64 anos, com o intuito de verificar a leitura e escrita em contextos de vivência. Testes de habilidades de leitura e escrita realizados nos anos de 2001, 2003 e 2005 geraram estatísticas que foram categorizadas nos seguintes níveis: Níveis de alfabetismo funcional em relação às habilidades de leitura e escrita Analfabetismo : não domina as habilidades medidas. Alfabetismo nível rudimentar: localiza uma informação simples em enunciados de uma só frase, um anúncio ou chamada de capa de revista, por exemplo. Alfabetismo nível básico: localiza uma informação em textos curtos ou médios (uma carta ou notícia, por exemplo), mesmo que seja necessário realizar inferências simples. Alfabetismo nível pleno: localiza mais de um item de informação em textos mais longos, compara informação contida em diferentes textos, estabelece relações entre as informações(causa/efeito, regra geral/caso, opinião/fato). Reconhece a informação textual mesmo que contradiga o senso comum. A competência leitora é marcada fortemente nas avaliações  externas como o SARESP e o ENEM. Essa é uma questão básica e até óbvia, considerando-se que o aluno que lê no nível pleno, como mencionado acima, é o melhor preparado para compreender todos os conteúdos propostos nas diversas disciplinas.Leitura é algo que se ensina na escola. É preciso estimular o aluno a gostar de ler. Estranhamente os alunos passam a desgostar da leitura no ciclo II do Ensino Fundamental.Sabe-se que na pré-escola e no ciclo I do ensino fundamental trabalha-se a leitura de forma muito estimulante. Trabalha-se com o imaginário das crianças e elas gostam muito de viajar pelo mundo da fantasia. Ocorre que nas séries finais do ciclo II, a leitura, talvez por questões metodológicas, torna-se maçante e passa pelo processo da avaliação, muitas vezes por meio de provas e avaliações. Começa, então o processo de desprazer e perda de estímulo.É claro que não se pode, nem se pretende aqui generalizar o que ocorre na escola. Entretanto, a pesquisa que realizei com alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental levou-me a essa conclusão.Então, diante disso, fica aqui uma questão para que você, professor, reflita sobre o tipo de leitor com o qual você trabalha e os caminhos para se chegar ao nível pleno de leitura dos seus alunos. 

 



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